
Sem querer ser chato, mas insistindo na importância do debate e celebrando a retirada do caráter de urgência no pedido de votação dos novos atos regulatórios da camada Pré-Sal, precisei voltar ao assunto.
Do problema da doença holandesa (enxurada de dolares que acarretará no encarecimento das exportações) ao desaquecimento do setor industrial, passando por desentendimentos políticos, muita água vai rolar por baixo dessas plataformas de exploração. Disso, não temos dúvida. Mas o que não pode ser esquecido é que a liderança estratégica do país frente aos desafios do século XXI pode ser questionada, caso as ações não se adequem ao perfil de um futuro sustentável.
Acreditamos nos benefícios de um tesouro encontrado, mas não gostaríamos de assistir projetos de desenvolvimento e pesquisa em energia de fontes renováveis (como as hidrelétricas e o etanol) deixados em segundo plano. Torcemos para que as riquezas do Pré-Sal atinjam o maior número de pessoas e que o projeto de exploração não se torne apenas instrumento de monopólio político.

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