Os números utilizados na coleção 1325 do estilista japonês Issey Miyake explicam-se por si só: 1 única peça, de 3 dimensões, dobrada em 2 dimensões, com a esperança de que o conceito possa atingir a uma 5ª dimensão, que o próprio descreve como o momento em que a peça é utilizada e vinculada com a vida “através da comunicação entre as pessoas”.
Decidido a unir a moda, a matemática e o meio ambiente, a coleção consiste em modelos feitos de tecido de garrafa PET reciclado em formas geométricas. Utilizando as fórmulas matemáticas, o estilista cortou e costurou o tecido estrategicamente para que, ao dobrá-lo com precisão, tivesse a forma de origamis e, ao desdobrá-lo, revelasse saias, vestidos, camisas, calças e bolsas. A vantagem ecológica do processo fica por conta do maior aproveitamento do pano e, consequentemente, da redução dos resíduos têxteis. Miyake aponta ainda que as "palavras-chaves para a coleção 1325 são: regeneração e nova criação". E o mais importante: as peças estão à venda em todas as lojas da grife espalhadas pelo mundo e custam menos de U$300. “Eu espero que as pessoas mantenham essas roupas por um longo tempo e não as troque a cada dois meses. Isso, para mim, é a essência da sustentabilidade”, completa Miyake.
A Pop Up Store Ecológica foi inaugurada no último dia 28. Conceito que já virou febre na europa, pop up store é uma butique que funciona por um curto espaço de tempo. Essa versão ecológica ganha espaço no estacionamento do supermercado Freeway, na Barra da Tijuca. (para quem conhece a fama do bairro: Tinha que ser!). A ideia já é moda na Europa e a versão carioca tem decoração de madeira de reflorestamento e de demolição, além de araras feitas de corrimão de metrõ e ônibus. No quesito fashion, peças das grifes Coca-Cola, Abercrombier, Armani, Guess e Fórum. (na foto a ver
Com as recentes mudanças nas regras mundias de natação, uma das maiores fabricantes de roupas-de-banho, a Speedo, viu se obrigada a se desfazer de algumas centenas de sungas do modelo 'LZR racer', proibidas pelas regras internacionais por influenciarem na performance dos atletas.
O resultado do projeto: o Pavilhão Speedo - desenvolvido em colaboração com o Colégio de Arte e Design de Chelsea, em Londres) - é essa estrutura construída com 200 sungas que seriam jogadas no lixo: um exemplo perfeito de como o upcycling nas empresas pode funcionar.

O braço hermano da organização não-governamental Exército da Salvação convocou um time de top designers argentinos para transformar parte dos donativos que recebe em uma coleção digna de final de campeonato. Nomes como: 12-Na's, Tramando e Ramirez usaram e abusaram das toneladas de roupas disponíveis que encontraram nos armazéns da ONG. Cortes, recortes e estruturas enviesadas ditaram texturas e padronagens. Carpetes se transformaram em ponchos e luvas, em golas. Criatividade em campo não faltou: não é só de Maradona e Messi que vive o país da seleção mais comentada, em tempos de Copa. Na foto, a padronagem Andina. Mais informação sobre o projeto ==> www.sr-amor.com.ar.

